Fé, virada, rival e paz com Eurico: Jorginho volta confiante ao Vasco
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da bet sport: Dá fé ao drama familiar. Da reconciliação com o presidente Eurico Miranda à virada histórica na Copa Mercosul, em 2000. Jorginho está de volta a São Januário após 14 anos, desta vez como técnico, no dia em que completa 51 anos de idade. Após ser apresentado aos jogadores pelo presidente Eurico Miranda e o vice de futebol, José Luis Moreira, ele conversou com a imprensa e demonstrou extrema confiança para tirar o Vasco da incômoda situação no Campeonato Brasileiro.
da mrbet: – Em primeiro lugar, digo que é uma grande alegria assumir o Vasco como treinador. Não poderia ter presente melhor do que esse. Me sinto honrado de retornar ao Vasco da Gama, clube que tive grande prazer e honra por construir grande história. Encaro o desafio com muita fé, acreditando que vamos sair dessa situação. Vejo grandes possibilidades pelo plantel que temos. É uma situação que não éramos para estarmos. Mas acreditamos que vamos sair dessa situação – disse.
Jorginho comanda o primeiro treino pelo Cruz-Maltino na tarde desta segunda, iniciando a preparação para o jogo contra o Flamengo, quarta, às 22h, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O treinador teve uma passagem pelo Rubro-Negro em 2013, mas se referiu ao clube apenas como “rival”. Eurico não participou da coletiva. Segundo a assessoria de imprensa do clube, pois teve que resolver problemas pessoais.
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Confira mais respostas da apresentação de Jorginho:
GOIÁS EM 2010 E VASCO AGORA
“Não tenha dúvida que são competições importantes (Copa do Brasil e Brasileiro). Teremos um grande rival na quarta, sabemos da importância do jogo, e só vejo uma pequena diferença para o Goiás porque agora temos um plantel, uma mescla de jogadores jovens, experientes e vencedores. Por isso creio que a qualidade que temos hoje nos permite trabalharmos em duas competições. O maior foco será o Brasileiro, mas a Copa do Brasil é fundamental”
LADO PSICOLÓGICO
“É algo que já atuamos no primeiro papo, na primeira conversa. Não adianta correr uma milha se não caminhamos um metro. Precisamos estar coordenados para realizar o trabalho bem feito. A intranquilidade é comum no futebol. Precisa do companheirismo, das coisas caminharem bem, do juiz não errar. Temos uma excelente psicóloga que trabalha bem essa parte”
COPA MERCOSUL 2000
“O que eu vivi aqui (quando era jogador) talvez foi a maior vitória, ou a maior virada, que foi em 2000, quando viramos aquele jogo para 4 a 3 sobre o Palmeoras, na Mercosul. Muitos não acreditam, mas eu vim para cá porque eu acredito. Temos a certeza de que vamos sair dessa situação. Temos que trabalhar e conversar. A melhor coisa que podemos fazer é ter um ambiente gostoso, livre. É claro que a pressão traz uma preocupação, mas temos atletas experientes e competentes para viver situação como essa”
TORCIDA
“O torcedor sabe da situação que estamos. É uma estratégia de guerra. Temos que dar aquilo que temos e que talvez não teríamos, mas no fundo temos. É uma hora que vão dar o melhor, ninguém aqui tem deixado de dar o máximo. Vamos dar um padrão tático à equipe. Agora, o torcedor sabe da importância dele. E aquele que não sabe precisa saber, porque como eles sempre cantam que o Vasco é o time da virada e o time do amor. Eu, quando joguei aqui, a gente às vezes perdia o jogo, mas a torcida foi fundamental na nossa virada. É o momento do verdadeiro vascaíno abraçar, estar junto, apoiar, porque tenho certeza que vamos sair dessa”
PRIMEIRO CONTATO
“Claro que muitas coisas vamos tratar internamente. Acho que muito mais do que um treino, hoje foi dia de bate-papo, conversa, falar o que achamos que não foi legal no jogo passado. Daquilo que foi positivo, daquilo que foi negativo, e do que queremos como forma de jogo. Não tenha dúvida de que temos trabalho para fazer. Eu, como treinador, quero sempre tirar algo mais da equipe. É um grande desafio, mas a luta, a dificuldade e o desafio estão sempre para ser vencidos”
IDENTIDADE COM O VASCO
“Às vezes, não necessariamente precisa ter identidade, mas sim ser o profissional para aquela área que o clube precisa. O mais importante é que a gente vista a camisa, tatue na pele o clube que estamos. Ame aquele momento, dedique tudo. Me sinto muito tranquilo em falar isso para vocês de que como atleta e como treinador me entrego de corpo e alma ao trabalho pelo qual me realizo a fazer”
ESTREIA CONTRA O FLAMENGO
“Iniciar um trabalho com uma vitória é muito importante. Em cima de um grande rival é mais importante ainda, traz mais confiança, alegria, motivação para o trabalho. Não tenha dúvida que vamos em busca disso. Temos capacidade e condições para isso. Mas o mais importante para aquilo que estamos pensando é manter muma regularidade. O Vasco se encontra nessa situação porque não houve regularidade. Infelizmente não houve, de forma nenhuma quero falar qualquer coisa, mas temos uma forma e uma metodologia de trabalho e vamos colocar em prática. Inclusive na escolha de atleta, os 11 que iniciam a partida de quarta”
PERÍODO PARADO
“Tive algumas boas propostas de trabalho desde o início do ano, mas perdi uma irmã há um mês e alguns dias, de câncer, e na oportunidade que tive não poderia sair do Rio. Descobrimos uma coisa que foi tudo muito rápido. Tive propostas de times da primeira e da segunda divisão. Não podemos assumir um trabalho no momento e esperamos até o momento que aparecesse”
FIGUEIRENSE
“Ontem (domingo) tinha marcado uma reunião depois das 19h com o Figueirense, mas tinha uma reunião com o Vasco às 16h, e como não tinha nada acertado, não sou de fazer leilão. Quando definimos, falei claro com eles. Pelo trabalho que realizei muito bem em 2011, expliquei tudo. Não tinha nada acertado com ninguém”
COMISSÃO TÉCNICA
“O Zinho é meu auxiliar. Um cara que teve dois anos como treinador e dois anos e meio como coordenador. Tem conhecimento de trabalho de campo e gestão de grupo. Juntamente trazemos o Joélton que é meu preparador físico. Só não me acompanhou quando eu estava na Ponte Preta e ele estava no nosso adversário”
ELENCO
“Conheço muito bem o elenco, alguns outros jogadores vamos conhecendo aos poucos, mas a maioria conheço bem. Aos poucos vamos vendo quem tem personalidade forte, aquele que encara qualquer batalha. São coisas que vão dando condição melhor de trabalho”
MÉTODO DE TRABALHO
“Uma das coisas que precisamos é ter uma base da virada. É claro que é muito importante manter todos os jogadores. É claro que quem não joga fica chateado, mas essa é a diferença do clube vitorioso. Quando há uma troca, não perde a qualidade. Por isso, os jogadores que estão no banco ou fora do banco, precisam ter a percepção de que serão importantes. Temos que conversar olhando olho no olho. Pelada vocês não vão ver a gente fazer nos próximos dias. Temos que organizar a equipe, que tenha a posse de bola, que o meio de campo que trabalha pouco, volte a trabalhar. Precisamos atuar rapidamente. Quanto mais puder repetir a equipe, mesmo tendo jogadores com 32, 33, 34 anos, são jogadores de força. Qual o trabalho que estão fazendo? Temos profissionais gabaritados para decidir isso”
REFORÇOS DURANTE O BRASILEIRO
“É uma realidade do futebol brasileiro. Mas aqueles que estão chegando tem muita qualidade. Jorge Henrique, um dos que chegou e já jogou sábado, é um jogador taticamente que todo treinador quer ter. Se doa pela equipe, é fácil trabalhar com esse nível de atleta”
MUDANÇAS
“Existem algumas coisas que tratamos internamente. Em público elogiamos, mas lá dentro damos dura, conversamos. Algumas coisas irão mudar, mas não posso aqui ficar dizendo o que estava errado e o que acredito que tem que mudar. Mas, com certeza, algumas coisas vão mudar. Nosso treinamento é um jogo e é fundamental o atleta entender isso. Tem que ser a intensidade do jogo para estar próximo daquilo que acreditamos estar perto do ideal”
MAIS CONTRATAÇÕES
“Quanto às contratações, já sabemos da posição da diretoria e do esforço que estão fazendo para trazer atletas. Mas também se colocaram à disposição dentro de uma posição que eu definir, mas desde que não haja investimento grande”
SAÍDA POLÊMICA EM 2001
“Quanto à minha saída daqui em 2001, falo com liberdade. Conversei com o Zé Luis e com o doutor Eurico, que é muito autêntico. Naquela oportunidade, surgiu uma possibilidade de greve que não partiu de mim, mas por causa disso eu saí do Vasco. Em 2013, na Copa das Confederações, tivemos um encontro. Eu e o presidente nos abraçamos, falamos o quanto existe uma admiração recíproca, Trabalhei no Brasil, na Alemanha, no Japão, mas sem sombra de dúvidas, para mim o presidente Eurico Miranda é um dos maiores dirigentes do futebol brasileiro, senão do futebol mundial”
SÃO JANUÁRIO OU MARACANÃ
“Tive um período que jogar aqui era alçapão, aqui com certeza nos sentimos em casa. O Maracanã é a casa de todo mundo, mas aqui é diferente de jogar. À medida que formos caminhando, vamos conversando. Será decisão em conjujnto, mas é provável que voltemos a ter alguns jogos aqui”